O FUTEBOL PARAIBANO
O resistente campeonato paraibano de futebol teve seu inicio no último dia 15. A fórmula de disputa é a mesma do ano passado. O torneio tem 09 clubes que jogam entre si em dois turnos. Os quatro melhores classificados fazem as semi-finais, em ida e volta, de cada turno e os vencedores fazem as finais,também em ida e volta. Caso um mesmo time seja campeão dos dois turnos, será declarado automaticamente campeão estadual.
Este ano o certame conta com a participação do Esporte de Patos, da cidade de Patos, localizada no sertão do Estado e da Desportiva Guarabirense, da cidade de Guarabira, localizada no brejo do Estado, campeão e vice respectivamente da segunda divisão paraibana.
Os times investiram dentro de suas possibilidades. O Treze, atual campeão, puxou o freio de mão, mas conseguiu manter o time base do ano passado, que fez brilhante temporada. O Campinense trouxe Marcelo Passos, ex-Santos. O Botafogo mesclou prata da casa com jogadores contratados juntos a outros clubes, inclusive a Treze e campinense.
Apesar das expectativas e dos investimentos dos clubes, não muda na Paraíba a estrutura do futebol em seus bastidores. A Federação de futebol vive um misto de dinastia com oligarquia, os clubes não investem nas atividades sociais, não proporcionam visibilidade à suas logomarcas e a cartolagem, cuja característica maior é explorar a boa-fé do torcedor paraibano, quando por exemplo, não oferece meia entrada estudantil nos jogos, termina por contribuir para que a Paraíba eternamente dispute a série C do Brasileirão e sem sinais de que vai sair dela. Se houvesse uma série “D”... essa cartolagem já teria empurrado os times para lá.
Em oposição, são times que possuem grandes e deslumbrantes torcidas que não fazem vergonha a nenhuma outra do Brasil. O clássico maior da Paraíba atualmente, Treze versus campinense, sempre põe em campo algo em torno de trinta mil torcedores. Os clássicos do sertão envolvendo Atlético de Cajazeiras, Souza, Nacional de Patos e (agora) Esporte de Patos, sempre lotam suas arenas.
Concluindo, o futebol da Paraíba padece de uma federação mais democrática e participativa, padece de um investimento em marketing e de uma estrutura desportiva e social para os clubes. É preciso que os times tenham , em seus quadros, dirigentes sérios, dedicados, éticos e íntegros se é que isso é possível em se tratando de futebol.
Felizmente o futebol não vive apenas de cartolagem. O torcedor é sua alma. É ele quem sai de casa e se submete ao jogo de seu time, sem saber se sairá do campo alegre ou triste. É ele quem chama o colega, descola dinheiro emprestado, apanha ônibus ou vai a pé, atravessa ruas e enfrenta filas e violência nas portas dos estádios. Sempre está lá acompanhando heróica e prazerosamente, seu clube de coração. Apenas uma coisa explica isso: paixão.
VIDA LONGA PARA A ALMA DO FUTEBOL E QUE A CARTOLAGEM SEJA PASSAGEIRA ETERNAMENTE!!
Este ano o certame conta com a participação do Esporte de Patos, da cidade de Patos, localizada no sertão do Estado e da Desportiva Guarabirense, da cidade de Guarabira, localizada no brejo do Estado, campeão e vice respectivamente da segunda divisão paraibana.
Os times investiram dentro de suas possibilidades. O Treze, atual campeão, puxou o freio de mão, mas conseguiu manter o time base do ano passado, que fez brilhante temporada. O Campinense trouxe Marcelo Passos, ex-Santos. O Botafogo mesclou prata da casa com jogadores contratados juntos a outros clubes, inclusive a Treze e campinense.
Apesar das expectativas e dos investimentos dos clubes, não muda na Paraíba a estrutura do futebol em seus bastidores. A Federação de futebol vive um misto de dinastia com oligarquia, os clubes não investem nas atividades sociais, não proporcionam visibilidade à suas logomarcas e a cartolagem, cuja característica maior é explorar a boa-fé do torcedor paraibano, quando por exemplo, não oferece meia entrada estudantil nos jogos, termina por contribuir para que a Paraíba eternamente dispute a série C do Brasileirão e sem sinais de que vai sair dela. Se houvesse uma série “D”... essa cartolagem já teria empurrado os times para lá.
Em oposição, são times que possuem grandes e deslumbrantes torcidas que não fazem vergonha a nenhuma outra do Brasil. O clássico maior da Paraíba atualmente, Treze versus campinense, sempre põe em campo algo em torno de trinta mil torcedores. Os clássicos do sertão envolvendo Atlético de Cajazeiras, Souza, Nacional de Patos e (agora) Esporte de Patos, sempre lotam suas arenas.
Concluindo, o futebol da Paraíba padece de uma federação mais democrática e participativa, padece de um investimento em marketing e de uma estrutura desportiva e social para os clubes. É preciso que os times tenham , em seus quadros, dirigentes sérios, dedicados, éticos e íntegros se é que isso é possível em se tratando de futebol.
Felizmente o futebol não vive apenas de cartolagem. O torcedor é sua alma. É ele quem sai de casa e se submete ao jogo de seu time, sem saber se sairá do campo alegre ou triste. É ele quem chama o colega, descola dinheiro emprestado, apanha ônibus ou vai a pé, atravessa ruas e enfrenta filas e violência nas portas dos estádios. Sempre está lá acompanhando heróica e prazerosamente, seu clube de coração. Apenas uma coisa explica isso: paixão.
VIDA LONGA PARA A ALMA DO FUTEBOL E QUE A CARTOLAGEM SEJA PASSAGEIRA ETERNAMENTE!!

2 Comments:
Sim, nós vivemos da paixão, essa espécie de luz da qual se alimenta os torcedores. Só isso explica porque continuamos a torcer pelos nossos clubes. O problema é que nossos dirigentes detestam luz, principalmente a do dia, pois já uma pequena transparência faria os coitados derreteram-se, como vampiros. À luz, preferem a mufunfa, principalmente aquela ganha na calada da noite, pois é mais real, menos apaixonante, embora seja garantia de muito dividendo e poder. Sua descrição do futebol paraibano é a descrição do futebol brasileiro. Infelizmente, não vejo saída alguma. Apenas espera e muita luz, esse alimento dos pobres.
Do colunista do lado, Artur.
Realmente o que você descreve acontece no futebol brasileiros em seus diversos níveis, é a CBF (há quantos anos Ricardo Teixeira está lá?), nas federações (exs.: Pernambuco, Rio etc etc etc) e nos clubes, agora virou moda determinado sujeito ou determinada família se apossar de um clube, ex: Mustafá no Palmeiras(tirado no ano passado da presidência com muito custo), O presidente do Santos(se não me engano Marcelo Teixeira), no glorioso Tricolor do Arruda a família neves, no Vasco Eurico e por aí vai.... parece que houve um acordo nacional em que para participar do futebol profissional, tem que ter PHD em pilantragem e incompetência. São raras exceções no Brasil.
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